São as metodologias que utilizam sobrecargas intensas que vão garantir ganhos significativos de força e massa muscular/óssea para aumentarem a velocidade na caminhada, a potência para subir escadas e levantar-se de uma cadeira, melhora no equilíbrio e na execução das atividades do cotidiano em geral, e a prevenção / tratamento de patologias.
A estética é outra variável que pode ser melhorada com esse tipo de treinamento, pois afirma, qual idosa(o) não é vaidosa(o)? Não se deve menosprezar a melhora da auto-estima, que é um fator de extrema importância em todas as idades.
Treinamento
Alguns detalhes importantes na hora do planejamento do treinamento de força para essa faixa da população não podem ficar sem a devida atenção:- Avaliação física e médica;
- Identificar todos os fatores de risco;
- No caso de patologias, direcionar o treino com uma prescrição segura e inteligente;
- Prescrever, sempre, aquecimento, alongamento e volta à calma;
- Evitar manobra de valsalva (respiração bloqueada);
- Enfatizar a fase de adaptação;- Estimular a fadiga;
- Ter cuidado com volumes altos de treinamento, pois este sim não é seguro.
- Um número razoável seria de 6 a 9 séries diárias.
- Utilizar um aumento progressivo de carga.
- Controlar o intervalo entre as séries e o tempo de recuperação.
- Respeitar os princípios do Treinamento de força.
- Fazer uso de pesos livres para estimular a coordenação e equilíbrio.
Considerações finais
Um fator inquietante é que muitas vezes a preocupação excessiva com uma lesão na articulação do dedo da mão se estende ao restante do corpo. Devido a isso, há profissionais que não recomendam ou proíbem exercícios. O paciente acredita, e esta situação o impede da praticar de atividades como exercícios que envolvam as demais partes do corpo. Tal conduta pode tornar um indivíduo sedentário por meses e até anos, os quais não serão aproveitados, em razão de uma visão reducionista, que ver o todo do organismo, limitado a uma pequena parte, ou pior, reduzindo o indivíduo à sua parte doente.O conteúdo desse texto serve como um recado aos que insistem em treinar leve, de todas as faixas etárias, e afirmam que só estão praticando exercício para a saúde. Também é um alerta aos profissionais que prescrevem o treinamento. Não podemos cruzar os braços diante de tal falta de compreensão. Devemos orientar e tentar convencer nossos alunos a não subestimarem sua força e deixarem que um novo conceito de treinamento faça parte da sua vida. Se o problema é o receio de causar uma lesão, não se deve associar o risco somente à intensidade maior. O que lesiona são altos volumes e técnica inadequada de execução. Será um marco para população mundial o dia que descobrirem que um treinamento de força, feito com intensidades ideais, pode ser a maneira mais efetiva e barata para proporcionar uma vida independente ao idoso.
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