PREVENÇÃO E LONGEVIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2020 aproximadamente 25% da população brasileira será considerada idosa, ou seja, com idade igual ou superior a 60 anos. Essa mudança demográfica e a maior expectativa de vida implicam em custos econômicos e sociais muitas vezes atribuídos ao aumento da morbidade e diminuição da qualidade de vida dessa população mais envelhecida.
O interesse científico pela condição física da população idosa vem aumentando consideravelmente, pois o comprometimento da capacidade funcional e a dependência que ocorre com o avançar da idade aumentam a carga sobre a família e o sistema de
Saúde.
A capacidade funcional do sistema cardiovascular, expresso pelo consumo máximo de oxigênio (VO2 máx), declina com o avançar da idade e pode ser considerado um fator de risco independente para mortalidade cardiovascular e outras causas. Por outro lado, o maior condicionamento cardiorrespiratório, reduz a mortalidade por doenças cardíacas, aumenta a independência e a qualidade de vida das pessoas.
Devido à confirmação de fatores como esses através de estudos e pesquisas científicas, a classe média e os profissionais da saúde incentivam a prioridade em programas de exercícios que visam à melhora do sistema cardiovascular. Estima-se que valores próximos a 15 e 16 ml.kg-1.min-1 sejam necessários para a manutenção da independência durante as atividades da vida diária. Portanto, um adequado nível de capacidade aeróbia é essencial para que o indivíduo consiga caminhar, fazer compras, desenvolver atividades recreacionais e praticar esportes. Além de fatores como obesidade, sedentarismo e doenças coronarianas, a redução da função cardiovascular (VO2 máx) em função da idade, que é observada durante o esforço é atribuída às mudanças estruturais e funcionais no coração e no sistema vascular e as principais modificações observadas referem-se à redução da massa muscular (sarcopenia) aumento da massa adiposa.
O exercício físico, por sua vez, pode melhorar as respostas centrais e periféricas relacionadas à capacidade aeróbia em indivíduos praticante da mesma tais como: maior enchimento ventricular esquerdo, maior fração de ejeção e débito cardíaco, aumento da circulação e extração de O2, do número de mitocôndrias, da atividade de enzimas oxidativas e capilares e maior conteúdo de fibras musculares. Todos os benefícios citados desenvolvem neste indivíduo um sistema cardiovascular com mais qualidade, proporcionando ao mesmo maior segurança para as atividades da vida diária.
O condicionamento cardiorrespiratório em indivíduos mais velhos torna-se fundamental não apenas em relação ao risco de doenças como também na prevenção do declínio funcional do mesmo.
REFERÊNCIAS: Fabricio C. P. Ravagnani*, Christianne F. Coelho**, Roberto C. Burini** Declínio do consumo máximo de oxigênio em função da idade em indivíduos adultos do sexo masculino *Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri), FMUNES Botucatu SP, Faculdade de Ciências da Saúde – FACIS-UNIMEP**Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri) – FMUNESP, Departamento de Alimentos FCF- PRONUT-USP. 2007
O interesse científico pela condição física da população idosa vem aumentando consideravelmente, pois o comprometimento da capacidade funcional e a dependência que ocorre com o avançar da idade aumentam a carga sobre a família e o sistema de
Saúde.
A capacidade funcional do sistema cardiovascular, expresso pelo consumo máximo de oxigênio (VO2 máx), declina com o avançar da idade e pode ser considerado um fator de risco independente para mortalidade cardiovascular e outras causas. Por outro lado, o maior condicionamento cardiorrespiratório, reduz a mortalidade por doenças cardíacas, aumenta a independência e a qualidade de vida das pessoas.
Devido à confirmação de fatores como esses através de estudos e pesquisas científicas, a classe média e os profissionais da saúde incentivam a prioridade em programas de exercícios que visam à melhora do sistema cardiovascular. Estima-se que valores próximos a 15 e 16 ml.kg-1.min-1 sejam necessários para a manutenção da independência durante as atividades da vida diária. Portanto, um adequado nível de capacidade aeróbia é essencial para que o indivíduo consiga caminhar, fazer compras, desenvolver atividades recreacionais e praticar esportes. Além de fatores como obesidade, sedentarismo e doenças coronarianas, a redução da função cardiovascular (VO2 máx) em função da idade, que é observada durante o esforço é atribuída às mudanças estruturais e funcionais no coração e no sistema vascular e as principais modificações observadas referem-se à redução da massa muscular (sarcopenia) aumento da massa adiposa.
O exercício físico, por sua vez, pode melhorar as respostas centrais e periféricas relacionadas à capacidade aeróbia em indivíduos praticante da mesma tais como: maior enchimento ventricular esquerdo, maior fração de ejeção e débito cardíaco, aumento da circulação e extração de O2, do número de mitocôndrias, da atividade de enzimas oxidativas e capilares e maior conteúdo de fibras musculares. Todos os benefícios citados desenvolvem neste indivíduo um sistema cardiovascular com mais qualidade, proporcionando ao mesmo maior segurança para as atividades da vida diária.
O condicionamento cardiorrespiratório em indivíduos mais velhos torna-se fundamental não apenas em relação ao risco de doenças como também na prevenção do declínio funcional do mesmo.
REFERÊNCIAS: Fabricio C. P. Ravagnani*, Christianne F. Coelho**, Roberto C. Burini** Declínio do consumo máximo de oxigênio em função da idade em indivíduos adultos do sexo masculino *Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri), FMUNES Botucatu SP, Faculdade de Ciências da Saúde – FACIS-UNIMEP**Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição (CeMENutri) – FMUNESP, Departamento de Alimentos FCF- PRONUT-USP. 2007
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